About: Criada nas oficinas de percussão do Instituto Arte no Dique, ONG que atua na maior favela de palafitas do Brasil, a Banda Querô iniciou as atividades em 2003. Juntando as batidas percussivas de Salvador com as experiências musicais dos alunos, a banda criou com o tempo um estilo próprio.
Nos últimos três anos, o grupo realizou dezenas de apresentações, mostrando seus tambores por toda a Baixada Santista, São Paulo, além do carnaval de Salvador (2008 e 2009). Em 2009, as apresentações na maior festa popular do mundo foram transmitidas para todo Brasil e alguns países da África, Europa, além dos Estados Unidos.
A Querô lançou em 2008 o seu primeiro CD, A Arte no Dique, pela gravadora Zaid Records. O material, custeado com recursos da Lei Rouanet, conta com 14 músicas: 12 próprias e duas regravações de Gilberto Gil e Tim Maia.
No total, a banda tem 10 integrantes, a maior parte composta por moradores da Vila Gilda, bairro da periferia de Santos, na divisa com São Vicente, em que as moradias são construídas em palafitas sobre o mangue.
Para manter o ritmo e a harmonia da percussão, o grupo ensaia em três formatos: a própria banda, a oficina de percussão e o grupo de crianças. Os ensaios ocorrem diariamente na sede do Instituto Arte no Dique, na Vila Gilda, em Santos.
O nome Querô é uma homenagem ao personagem principal de Querô, uma reportagem maldita, do dramaturgo santista Plínio Marcos. No romance, Querô é um adolescente da área portuária da cidade que sobrevive de pequenos crimes.
O coordenador cultural do projeto, José Virgílio Leal de Figueiredo, avalia que a banda Querô representa o objetivo do Arte no Dique de preparar talentos para a arte, a cultura e o entretenimento. “Nem todos serão artistas, mas existe uma série de atividades relacionadas à produção cultural, maquiagem, cenários, iluminação, produção de espetáculos, que podem oferecer atividade para as pessoas”.